domingo, agosto 21, 2011

Day 12: Favorite sci-fi book



"O que vocês fariam", perguntou o Historiador Universal, "o que poderiam fazer se soubessem que passariam o resto da vida completamente sozinhos?" [...] A situação na qual o sujeito encontra-se absolutamente só ocorreu. Um homem percebeu que estava sozinho, de modo realista e conclusivo, e que nunca mais manteria contato direto com qualquer outro ser humano. A conclusão era correta, e ele viveu os últimos anos de sua existência completamente isolado, consciente de seu destino." [...]
"Seu nome", anunciou o Historiador Universal, "era Sam Magruder. O fator capaz de afastá-lo de seus semelhantes foi o tempo, simplesmente o tempo. Ele passou a viver cerca de 800 milhões de anos antes do surgimento da espécie humana. Sua vida transcorreu dentro do intervalo normal. Mas voltar à Idade do Homem era impossível e ele sabia disso muito bem. As chances de receber a visita de outro ser humano não mereciam ser levadas em conta, racionalmente, de tão infinitesimais. E Sam Magruder era fundamentalmente racional. Portanto, ele foi absolutamente excluído do resto de sua raça, como jamais ocorrera com outro homem, pelo que sabemos."
"Mas como isso aconteceu?"
"E como ele voltou no tempo?"
"Em termos vulgares, deu um pulo no tempo - ele foi vítima do que chamamos tecnicamente de descronização."

A descronização de Sam Magruder
George Gaylord Simpson
Introdução de Arthur C. Clark, posfácio de Stephen Jay Gould
Tradução de Celso Nogueira
Editora Fundação Peirópolis, 1997


Sam Madruder era um cientista do ano 2162 que foi arremessado ao passado. Aparece num pântano, nu, absolutamente só, cercado de dinossauros, num ambiente totalmente estranho. Sobrevive e, no decorrer de cerca de vinte anos naquele mundo misterioso, registra sua impressões em lascas de pedra, mesmo sabendo da mínima probabilidade de serem encontradas. Aproximadamente 80 milhões de anos depois, essas inscrições são achadas entre fósseis. [...]
A tônica do livro são as reflexões filosóficas de Simpson/Magruder sobre o que é ser só, absolutamente único no universo, e sobre sua participação no processo evolutivo. Magruder poderia, com seus conhecimentos, interferir no curso dessa evolução, como se pretende hoje no final do século XX. Mas não o faz por um notável senso de moralidade. (Orelhas de Ubiratan d'Ambrosio)

Amo.de.paixão. Como diz Tia Batata, top ten foréva.

8 comentários:

Cristine Martin disse...

Já havia ouvido falar desse livro, e achei a ideia genial (e aterradora!); agora deu vontade de ler, ai!

Edtou ensaiando pra começar este meme no Rato, mas não sei se vou conseguir postar todo dia; vamos ver...

Beijos!

Deh disse...

Aaai, eu fiz a resenhinha desse livro pro Nerdrops. Gostei por demais dele! E ó, a leitura vai num tapa, hein. :)

Marcus Pessoa disse...

Prezada Suzana: você poderia disponibilizar o texto completo dos posts no feed? Fica mais fácil de acompanhar o blog.

Suzana Elvas disse...

Marcus, eu adoraria mas não faço ideia de como fazer isso. Então vou ali escovar a minha vergonha, deixa-la lustrosa e, depois, encaixa-la na minha cara e aprender a usar esse treco.
Abs,

Suzana

Marcus Pessoa disse...

É em Configurações > Site Feed > Permitir Feeds do Blog > Completa

Suzana Elvas disse...

Já tinha feito isso. Fui lá e fiz de novo. Veja de tá ok.

Marcus Pessoa disse...

Está OK agora. Obrigado!

Rita disse...

Água na boca.