Sábado, Novembro 07, 2009

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Minha cadela morreu esta manhã, às 8h25m, de falência renal e insuficiência cardíaca.
Meu vizinho fez um BO contra mim por calúnia e difamação.

Há muito, muito tempo não me sentia tão sozinha, desamparada e perdida como agora.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Uptade

Atualizando o povo:

Minha cadela está muito melhor, depois de ter passado os últimos dias no soro. Foram seis bolsas, e hoje ela conseguiu comer um pouquinho. Os rins foram para o beleléu, mas a veterinária disse que é questão de tempo eles se recuperarem. Ela deve ir pra casa amanhã.

Em contrapartida, a R$ 150 o dia de ambulatório, mas R$ 60 de consulta, mais R$ 60 de transporte mais remédios... Fazendo as contas... E vão dois... E tira quatro...

Segundo dia sem água. Dormimos no apartamento dos meus pais. Com o calor, nem peguei roupa, porque no apartamento eu estava guardando um vestido preto (jamais usado). Surpresa: o decote é gigantesco. Abissal. E eu tinha reunião com o dono da editora. Então, na hora do almoço, tropecei (literalmente) com uma jovenzinha peruana vendendo uns xales na calçada da Rua da Quitanda. R$ 13. Foi o que evitou que eu literalmente derramasse meus peitos sobre a mesa de reunião. Porque você sabe, quero vencer na empresa usando talento e inteligência.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

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Pra quem acha que eu exagero:

Na terça-feira, primeiro dia de trabalho, saí de casa com um dos cachorros mal se aguentando em pé. O que eu achei que era só mal estar por causa do calor começou a piorar de tal maneira que passei o dia (repetindo: primeiro dia de trabalho) tentando achar o veterinário. Nada.

À noite, o bicho estava lá em cima no terraço, no meio das bananeiras. Achei que estava morto. Nem levantava a cabeça. Desci com o dito nos braços (+ ou - 30 quilos) uns 40 degraus. Evacuava sangue, o pobrezinho. Passei a noite dando soro caseiro. Ontem, desci com ela (é a boxer) e onde eu a deixei encontrei-a no fim do dia, já com o ajudante de uma veterinária que tem um carro/ambulância. Toca com a pobre pro Flamengo, onde ela rapidamente entrou no soro glicosado, antibioticado & outros ados. Diagnóstico: envenenamento. Um doce pra adivinhar quem foi.

Nesse meio tempo, o pai das meninas me liga (17h45m; elas saem às 18h30m) dizendo que, infelizmente, ele está resfriadinho e não vai poder pegá-las na escola. Então eu ligo para uma alma caridosa para buscá-las. Saí da clínica veterinária às oito e meia da noite cansada, vomitada, cagada e suada. Peguei as meninas e fui pra casa. Surpresa! Não tinha água. Tomamos as três banho de água mineral que eu tinha estocado. Uma garrafa de 1,5 litro para cada uma.

Plano B rules, ever.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Primeiro dia

Lojas Magal
Livraria da Travessa
Melissa
Andarella
Uncle K
Confeitaria Colombo
Saraiva Megastore
Renner
C&A
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Assim é que eu aceitei esse emprego para, no fim do mês, pedir esmola ali na entrada do metrô da Carioca - porque hora de almoço, minha gente, não foi feita em absoluto pra se comer, não é mesmo?

Domingo, Novembro 01, 2009

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Uma nova e reluzente vida começa para mim na terça-feira.
E confesso que estou absolutamente apavorada.

Mãe

Meu celular tem uns dois anos e começou, coitado, a ter uns troços - tipo, eu abro e todas as palavras e números estão escritos invertido, como num espelho. Então eu fui na loja da operadora, munida com meus pontos & vales & brindes & descontos para ver que celular eu poderia pegar digrátis pra economizar o conserto (ou, pelo menos, jogá-lo lá pra frente).

Peguei esse. Adivinha quem está usando o novo e quem está com a latinha velha?

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Pelos cabides

[vergonhinha] Com tantas coisas pra organizar (incluindo a rotina das meninas) a única coisa que me preocupa é, veja bem, o que vestir. [/vergonhinha]

Terça-feira, Outubro 27, 2009

I have a zero page rank

Todos os comentários que são postados aqui eu os recebo na minha antiga conta do Yahoo. De vez em quando passo lá pra dar uma olhadinha, e encontrei esse comentário, referente a esse post (já modificado porque, sabe, fazer BO internacional não tá com nada, não é mesmo minha gente? Então):

Um, you have posted an entire blog post from Pajamadeen here. Please remove it; it is copyrighted material. Generally speaking, one can copy a sentence or two to give the flavor of a post somewhere else, but wholesale copying is plagiarism. In addition, Google penalizes for duplicate content - I have a page rank of 4 at Pajamadeen and you have a zero page rank. Guess who Google will penalize for the duplicate content? (Hint: Not me).

While I'm flattered that you like my writing, please remove this post other than a sentence or two of it, or I will file a copyright infringement complaint with Google as well. Thank you.

Pajamadeen at Pajamadeen.com


Eu respondi:

Plagiarism (Google):

a piece of writing that has been copied from someone else and is presented as being your own work the act of plagiarizing; taking someone's words or ideas as if they were your own
wordnetweb.princeton.edu/perl/webwn

Plagiarism, as defined in the 1995 Random House Compact Unabridged Dictionary, is the "use or close imitation of the language and thoughts of another author and the representation of them as one's own original work. ...
en.wikipedia.org/wiki/Plagiarism

plagiarized - plagiaristic: copied and passed off as your own wordnetweb.princeton.edu/perl/webwn

plagiarize - To use, and pass off as one's own, someone else's writing/speech
en.wiktionary.org/wiki/plagiarize

the reproduction of someone else’s words, ideas or findings and presenting them as one’s own without proper acknowledgment. ...
www.latrobe.edu.au/transition/uni-speak.html

Using another person’s work without giving credit.
www.usd.edu/library/instruction/glossary.shtml

The act of appropriating the literary composition of another author, or excerpts, ideas, or passages therefrom, and passing the material off as one's own creation.
ucblibraries.colorado.edu/about/glossary.htm

using someone else's writings or ideas and passing them off as your own.
lib.gccaz.edu/lmc/help/library_terminology.html

Claiming another person's written material as one's own. www.gale.cengage.com/free_resources/glossary/glossary_p.htm

You're welcome.


Because, you know my friends, bullying actually is all around.

Anzol e entrelinhas



Faz tempo que eu procuro alguma coisa interessante para ler. Por ficção joguei a toalha faz tempo: já estava com varizes de ficar em pé na livraria pescando um trecho ali, um parágrafo acolá, em busca de algum peixe que fisgasse a mim. Até que me dei conta que, na verdade, procuro em água doce o que nada em pleno mar. Jamais pescaria nada que prestasse.

Não me lembro qual foi o último livro de ficção que li. Minto; lembro, sim: "Monte Verità", devorado em menos de duas horas. Mas assistindo um episódio de uma das minhas séries favoritas, me peguei discutindo com Zé Colméia (que é fã, também; dez anos de Umbral por viciar a menina) porque aquela série era legal e outros seriados, não.

"Bom, a história é doida mas é como se fosse de verdade, né? Quer dizer, você ACREDITA que é possível acontecer. Porque toda a história, todos os detalhes, os personagens, a história do povo, é tudo bem amarradinho, então não sobram perguntas pra se responder. Está ali, e eles lembram cinquenta episódios depois que o fulano fez isso - e as consequências aparecem então agora."

Pois é isso que eu estava procurando num livro de ficção. A história bem amarrada. O clímax/anticlímax. A vontade de ver aonde o autor me levaria. Pois eu não encontro mais isso. Todos os autores querem me arrastar praquele programa cinema/restaurante/motel/depois-te-ligo. Ninguém me convida pra ir ao circo, ou a um festival de balões, ou pra um churrasco de amigos em Magalhães Bastos. Não. Cinema/restaurante/motel/depois-te-ligo.

Então eu larguei ficção e comecei a olhar - de novo - pra não-ficção. Comecei a olhar para a minha estante, onde dormem inúmeras biografias que eu não terminei de ler (a de Mao Tsé-Tung foi a última). Meus livros de Carl Sagan, herói da minha infância e que chorei a saudade revendo "Contato" esses dias. Georges Duby, Eric Hobsbawn, Peter Singer, Jean Baudrillard, Roland Barthes (dele, apenas a introdução de "A câmara clara" é o que levarei comigo, porque a idéia contida em "vi os olhos que viram Napoleão" é uma das que me perturbam a cabecinha desde meus oito anos) e outros. E foi Michio Kaku e "A física do impossível" que me fisgaram com pouca linha e quase nenhuma isca na feira do livro ali do Largo do Machado.

Canela, orégano, salsinha, cravo, noz moscada. Estrelas, costumes, guerras, fotografia e o olhar do homem. Qualquer coisa, por mais boba que seja, muda o sabor e o rumo da vida.

A novela mutante

Agora, além de febre baixa e persistente, estou com os braços e as pernas cobertas de manchas vermelhas, esquisitas.
Se eu começar a descascar, falar outra lingua e subir pelas paredes, eu aviso. Por enquanto, só está difícil me concentrar.