terça-feira, outubro 31, 2006

Minhas fotos prediletas III




Holland House Library is left roofless following an air raid, ca. 1940, London England, UK

Image by Copyright Hulton-Deutsch Collection/ CORBIS

2007



Nada de Hello (como as meninas chamam a Kitty na intimidade :o), nada de Betty Boop: meu negócio agora é Barbie Vintage.

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Quando eu brigo com quem eu gosto, imediatamente procuro o passado que veio a mim através de mensagens carinhosas, fotos, dedicatórias, lembranças de passeios e presentes. É a maneira de preservar em mim o que de bom eu recebi no início e no meio, e separar o que de ruim o fim me proporcionou.

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Ando tão sem inspiração que estou até com vergonha de escrever alguma coisa por aqui. Nada me vem - ninguém interessante na rua, nada de engraçadinho das meninas, nada. Nada, nada, nada. Estou ainda de ressaca, meio anestesiada, sem saber o que nem como fazer. Preguiça de pensar, de elaborar.
Preguiça de existir.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006



Ela usa vestido. E só isso, por si só, já aumenta o meu respeito por ela. Eu admiro mulheres que usam vestido. Vestido, não um pedaço de pano, colado e justo que algumas etiquetas estrangeiras dizem que é vestido. Eu admiro mulheres que usam vestido. Admiro e desejo. É uma tarde agradável, num dia em que pessoas que tem trabalho normal estariam trabalhando. Eu não trabalho. Não preciso. Eu fico jogando umas perguntas para tentar descobrir algo a mais sobre ela. Ela usa vestido, óculos escuros e é inteligente o suficiente para não demonstrar o quanto. Calmamente o encontro agradável vai se tornando um jogo. Eu a quero, pelo fato de ser uma conquista admirável. Ela sabe. Percebe fácil. Ela é tão inteligente que só descubro que estou armando alguma coisa, depois dela. Ela me joga, de maneira sutil, que percebeu minhas intenções. E foi só aí que percebi minhas intenções. Isso aumenta mais a vontade. Nós dois estamos jogando. Nós dois estamos interessados um no outro, mas, para os dois, o prazer da disputa é maior. É um belo jogo de gato-e-rato. Pena que não haja nenhum rato entre nós.

Ronaldo Ventura (porque ele, infelizmente, não tem arquivos de posts)

segunda-feira, outubro 30, 2006

Eu me basto



Ela pediu um Himalaia de presentes - e ganhou um Pico da Bandeira. Eu pedi uma coisica só - e não ganhei.
Tudo bem, eu me amo. Eu me dou de presente.
Sim, eu estou me achando. Cansada, arrasada, acabada, mas me achando.

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São três e meia quase e nem cheguei ainda ao primeiro posto do pedágio - trabalhar em marcha lenta é f.!

Minhas fotos prediletas II



Nude London, 1952, by Bill Brandt.

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Tenho saudades do tempo em que sentia o rosto arder de vergonha quando percebia alguém me olhando fixamente e dizendo "Como você é linda!".
Mesmo sabendo que não sou, eu me sentia assim - e ele (quem quer que fosse) assim o enxergava.

Resumindo



O que aconteceu foi que eu trabalhei feito uma condenada na semana passada. Trabalho tipo ir fazendo algo na van até a Barra e começar a labuta enquanto pendurava o crachá no pescoço. No elevador, quem me esperava já estava com um maço de planilhas na mão. Hard até a hora do almoço, quando eu aproveitava os terminais vazios para mandar textos revisados de um livro, de uma às duas. Terminado o almoço, mais trabalho, caçando gente e informação por três andares até as oito, nove horas da noite. Mais uma viagem de uma hora da Barra até o Flamengo, baldeação em Laranjeiras para mais duas horas de trabalho e, finalmente, desmaiar na cama, às duas da manhã - para recomeçar tudo às cinco e meia do dia seguinte.

Então, eu não li jornal, não vi televisão. Não falei de absolutamente nada a não ser trabalho. E no sábado, depois de despachar as meninas depois do almoço e fazer o serviço de casa atrasado - porque Murphy não falha, e a filha da minha empregada está com rubéola e ela não foi trabalhar - deitei às quatro da tarde para dar uma cochiladinha. Acordei domingo, na hora do almoço. Comi, deitei de novo e dormi. Acordei às cinco, tomei banho, as meninas chegaram, lanchamos, arrumei bolsa e mochilas e dormi - às oito da noite.

Ressaca. Boca seca, pernas doloridas, a mente vazia de dar dó. E mooooontes de trabalho atrasado.
E no sétimo dia, consegui ressuscitar.
Amém.

Houston, estamos com problemas

Peraí: deixa ver se eu entendi direito.
A eleição não é na semana que vem?
Como... assim?

What to

What to Wear: sempre de algodão. Branco.
What NOT to Wear: qualquer coisa dourada, prateada, de lycra, apertante ou agarrante. E NEVER calça jeans
What to Shoe: sapatos boneca ou keds branco. No inverno, mocassins de salto grosso e fechadinhos college.
What to Denim: Absolutamente nada.
What to E-Bay: Fotos antigas.
What to Tee: de algodão branco, justinhas. Ou três números maior que o meu. Dele.
What to Accessory: Meu anel de prata, presente de uma amiga chamada Xotl. E meu anel marrom, de madeira.
What to Bargain: Livros.
What to Jewelry: Um anel de união que jamais terei.
What to Makeup: Gloss e rímel transparente (de vez em quando).
What to Fragrance: Jasmim, qualquer perfume.
What to Hair: Longo e avermelhado.
What to See: Minhas filhas dormindo.
What to TV: Inside the Actor's Studio.
What to Listen: Dinah Washington.
What to Read: No tempo das catedrais, de George Duby
What to Eat: Queeeeeeeeiiiiiiiijossssssssssss
What to Drink: Café com leite, de manhã; chá gelado, durante o dia; chá de abacaxi, gengibre e hortelã, à noite.

Li isso em tantos lugares que, sei lá, copie quem quiser...

quarta-feira, outubro 25, 2006

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Trabalho frila na Barra. Semana de Olimpíadas escolares. Renovação de matrícula. Três livros por entregar.
Tô morta. Espero ressuscitar em três dias.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Em busca do Agá

O meu Destino disse-me a chorar:
"Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Agá, que hás-de encontrar."
Fui pela estrada a rir e a cantar
As contas do meu sonho desfiando...
E a noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...

Mesmo a um velho eu perguntei: "Velhinho,
Viste o Agá acaso em teu caminho?"
E o velho estremeceu... olhou...e riu...

Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados...
E eu paro a murmurar: "Ninguém o viu!..."

Plágio exclusivo ganho num concorrido certame patrocinado pelo Agá.

Quinta-feira, Outubro 19, 2006



Em algum lugar desse país faz um calor infernal. Dentro de mim, também. Em algum canto escondido desse país, você deve estar acordada, sorrindo, sentada ou lavando a louça, ou arrumando qualquer coisa. Em algum lugar. Em algum lugar que conheço bem, eu abro a geladeira e pego a última cerveja. Eu não tento pensar em você. Acontece. Eu não sei porque, e se sei, não quero saber. O que eu sei é que em algum lugar desse país está chovendo muito. E dentro de mim, também.

Ronaldo Ventura

Uma outra versão (mais talentosa) daquela frase que eu postei aqui.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Miudezas fúteis

Eu sempre admirei a capacidade de os americanos inventarem nomes ridículos para casais famosos. Alguns:

Brangelina (Angelina Jolie e Brad Pitt)
TomKat (Tom Cruise e Katie Holmes)
Bennifer (Jennifer Lopez e Ben Affleck)

E agora achei mais dois ridículos, fuçando notícias sobre a nova temporada de "24 Horas":

Jaudrey (Jack Bauer e Audrey Raines)
Tochelle (Tony Almeida e Michelle Dressler)

Credo...

Vício maldito

O sexto dia está para começar.

terça-feira, outubro 17, 2006

Dar-se




Uma das muitas, inacreditáveis, inestimáveis, inesquecíveis e imorredouras coisas que esse blog me deu foi o privilégio de conhecer pessoas únicas. Esse fim de semana eu conheci uma, através de outra.
E isso é muito bom.

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Trakinas, essa invenção do diabo.

Recordar




Às vezes, a gente leva umas bofetadas do tempo assim, sem mais nem aquela:

Descobri que Terence Trent D'Arby - aquele que fez a mais genial música para striptease* de todos os tempos, "Wishing well"** - fez 42 anos e mudou, já se vão cinco anos, seu nome para Sananda Maitreya.

Ouh, Lord...

** Wishing well

Kissing like a bandit
Stealing time
Underneath a sycamore tree
Cupid by the hour sends
Valentines
To my sweet lover and me
Slowly
But surely
Your appetite is more than I knew
Sweetly
Softly
I'm falling in love with you

Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers

Hugging like a monkey see
Monkey do
Right beside a riverboat gambler
Erotic images float through my head
So I wanna be
Your midnight rambler
Quickly
Quickly
The blood races through my veins
Quickly
Loudly
I wanna hear those sugar bells ring

Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers

* Não acredita? Ouça aqui e faça um. Você vai ver que cabe tudo direitinho: a letra, a música e as intenções. Vai por mim. Descobri na prática :o)