Ah, esqueci de contar o motivo da demissão:
Eu não sou fashion o suficiente para o cargo.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Grand finale
Fui demitida. Como cotista, não tenho carteira assinada: sem direito, portanto, a fundo da garantia, indenização, seguro-desemprego. Meu salário do mês e só. A dona da empresa, magnânima, vai me pagar o mês inteiro e mais metade das minhas férias.
E 2005 fecha, com chave de ouro, sua passagem pela minha vida.
E 2005 fecha, com chave de ouro, sua passagem pela minha vida.
terça-feira, dezembro 06, 2005
Cenas de um shopping
Cena 1: Uma senhora já entrada na casa dos 60 (se não tinha isso, parecia): "Por favor, você sabe onde fica a loja da Gang?". "É ali." "Vamos lá, fulana. Será que eu consigo um jeans bem cachorra para usar em Copacabana no réveillon?"
Cena 2: Papai Noel, sentado em seu trono dourado: "Olha aqui, sua piranha, eu estou trabalhando. Não me encha o saco e pára de ligar pro meu celular!!!. [...] Pois não, qual é o seu nome? Ah, Ana Maria, você foi boazinha durante o ano?"
Cena 3:
- Alô, controle, temos um homem bêbado caído no corredor XX do segundo piso."
- Ah, com licença, esse homem não está bêbado, ele está tendo um ataque epiléptico.
- Controle, retificando: temos um homem "pilético" aqui no corredor XX, em frente à loja TAL, perto do McDonald's.
- Bzz, Fulano, não estou copiando direito. Um homem de pileque, é isso?
- Central, um homem "PILÉTICO".
- Bzz, Fulano, favor encaminhar o homem de pileque à saída.
- Puta que o pariu, Central, o cara tá tendo um ataque!
- Bzz, Fulano, estou mandando reforço. Tente conversar com ele que vou deslocar Sicrano para o local.
- Cara, como vou conversar com ele se o cara tá se babando todo? Isso pega?
Cena 2: Papai Noel, sentado em seu trono dourado: "Olha aqui, sua piranha, eu estou trabalhando. Não me encha o saco e pára de ligar pro meu celular!!!. [...] Pois não, qual é o seu nome? Ah, Ana Maria, você foi boazinha durante o ano?"
Cena 3:
- Alô, controle, temos um homem bêbado caído no corredor XX do segundo piso."
- Ah, com licença, esse homem não está bêbado, ele está tendo um ataque epiléptico.
- Controle, retificando: temos um homem "pilético" aqui no corredor XX, em frente à loja TAL, perto do McDonald's.
- Bzz, Fulano, não estou copiando direito. Um homem de pileque, é isso?
- Central, um homem "PILÉTICO".
- Bzz, Fulano, favor encaminhar o homem de pileque à saída.
- Puta que o pariu, Central, o cara tá tendo um ataque!
- Bzz, Fulano, estou mandando reforço. Tente conversar com ele que vou deslocar Sicrano para o local.
- Cara, como vou conversar com ele se o cara tá se babando todo? Isso pega?
domingo, dezembro 04, 2005
Todos perderam. Inclusive eu.


Faz mais ou menos um mês que eu tive a última discussão com o pai das meninas. A velha história de sempre. Mas, dessa vez, eu tomei uma decisão que, no começo, pesou muito, mas agora eu vejo que não está fazendo muita diferença.
Sempre argumentei que, se ele não queria ser pai - ser PAI, com todas as letras em maiúscula, significando que teria que tomar parte nos deveres e nos direitos - que ele não iria mais ver as meninas. Que fosse no juiz, que reclamasse, que contratasse advogado, que fosse fazer sua chacrinha no tribunal. E ele não fez nada.
As meninas passam agora todos os fins de semana comigo. Ele liga, às vezes, durante a semana, e assim mesmo por brevíssimos minutos. E, surpreendentemente, as meninas até agora não notaram que não vêem o pai há quase um mês. Não perguntaram nada, não reclamaram.
Eu não estou feliz, nem um pouco. Fico profundamente triste em ver quão pouco relevante a figura do pai é para as minhas filhas. Mas eu também sei que isso seria para mim um motivo de amargura eterna ter que ficar com toda a parte dos deveres, trabalhando feito uma insana, pagando contas financeiras e psicológicas, assumindo sozinha toda a criação delas - enquanto ao pai caberia a tarefa de propiciar sempre passeios e viagens maravilhosos, com o dinheiro que deveria ser empregado para, por exemplo, numa reforma do quarto delas, que está com tantas infiltrações que ambas dormem na minha cama há meses.
Sim, elas merecem se divertir e viajar. No fim de outubro, antes de eu receber meu salário, ele foi para Teresópolis e disse que ia levá-las - e eu não deixei. Ele foi sozinho, com o carro repleto de compras de supermercado. E as meninas dividiram, por dois dias, a última comida que eu tinha em casa: quatro pacotes de Miojo. E ele viajou sabendo disso. E não se importou.
Bom-dia com Doriana


During WW2, butter was somehow needed for munitions manufacture, and a substitute for the American public was needed. Margarine was originally manufactured to fatten turkeys. When it killed the turkeys, the people who had put all the money into the research wanted a payback so they put their heads together to figure out what to do with this product. It was a white substance with no food appeal so they added a yellow coloring and sold it to people to eat. When margarine first came on the market you had to mix in the "color" packet to make it yellowish. It was called ‘butter yellow’ which thru a relatively short period of time, was found to make people sick. This led to beta carotene being substituted, for coloring. If you find people to ask, they will remember the old Butter Yellow, when it was introduced.
Generally, fat increases the absorption of protein, and obviously fat soluble vitamins. Much to both shock and humor of my patients, I have also been telling my patients that they can put the margarine on a plate outside, and come back in 20 years, and it’ll look exactly the same.- barring any heat induced melt factor. No bugs, no mold, no nothing.
Margarine is only ONE MOLECULE away from being PLASTIC...
You can try this little test for yourself:
Purchase a tub of margarine and leave it in your garage or shaded area. Within a couple of days you will note
No flies, not even those pesky fruit flies will go near it (that should tell you something). It does not rot or smell differently because it has no nutritional value; nothing will grow on it.
Lendo esse artigo que ela está traduzindo, me lembrei de um dia em que minha irmã comprou um saco imenso daqueles salgadinhos tipo cheetos para meus sobrinhos comerem. Não era Elma Chips, o mais palatável da família. Ela um salgadinho-tubaína, se é que me entendem. Eu e minha mãe ficamos olhando aquele sacão gordurento até que ela, num daqueles lampejos raros mais saborosos, olhou pra mim e perguntou: "Será que isso pega fogo?" Perguntou e já foi pegando um pratinho. Fez uma pilha de salgadinhos, como uma minifogueira, e ajeitou um fósforo aceso no meio. Acendeu e queimou que foi uma beleza.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Cenas proibidas
Acabo de receber a visita do meu amigo Lee, morador de Los Angeles e frequëntador assíduo da Cidade Perigosa (ex Maravilhosa). Lee sempre procura a maneira mais barata e conveniente para viajar a longa distância entre a Califórnia e o Rio. Dessa vez, veio de Lan Chile.
Primeira classe, ótimos vinhos, vôos contando pontos para sua vultosa conta de milhas AAdvantage, da American Airlines. Viagem aprovada, apesar das paradas em Santiago e Lima no caminho de volta para casa. Sem saber, no entanto, meu caro amigo fora testemunha de um fato que está gerando uma crise diplomática entre o Chile e o Peru.
No trecho de Santiago à Lima, a programação de entretenimento no avião inclui um filme sobre a capital peruana. Na tela, paisagens da cidade mostravam cenas de homens urinando na rua. Para quem mora, ou freqüenta o Brasil, tal ato de desrespeito e falta de educação não choca. No entanto, mostrar no filme não foi boa idéia.
A notícia correu rápido. Chegou aos ouvidos do governo peruano. Segundo a rádio BBC, de Londres, a empresa aérea chilena será processada judicialmente pelo pais vizinho. Com toda essa perturbação no ar, é melhor não ser pego desprevenido. Antes de sair de casa, consulte o site The Bathroom Diaries, que oferece dicas para você encontrar mais de 6 mil banheiros públicos, espalhados por 100 países.
Do blog Mapa Mundi, do Globo, escrito pelo Eduardo Alves. Pena que faz tempo que não é atualizado.
Primeira classe, ótimos vinhos, vôos contando pontos para sua vultosa conta de milhas AAdvantage, da American Airlines. Viagem aprovada, apesar das paradas em Santiago e Lima no caminho de volta para casa. Sem saber, no entanto, meu caro amigo fora testemunha de um fato que está gerando uma crise diplomática entre o Chile e o Peru.
No trecho de Santiago à Lima, a programação de entretenimento no avião inclui um filme sobre a capital peruana. Na tela, paisagens da cidade mostravam cenas de homens urinando na rua. Para quem mora, ou freqüenta o Brasil, tal ato de desrespeito e falta de educação não choca. No entanto, mostrar no filme não foi boa idéia.
A notícia correu rápido. Chegou aos ouvidos do governo peruano. Segundo a rádio BBC, de Londres, a empresa aérea chilena será processada judicialmente pelo pais vizinho. Com toda essa perturbação no ar, é melhor não ser pego desprevenido. Antes de sair de casa, consulte o site The Bathroom Diaries, que oferece dicas para você encontrar mais de 6 mil banheiros públicos, espalhados por 100 países.
Do blog Mapa Mundi, do Globo, escrito pelo Eduardo Alves. Pena que faz tempo que não é atualizado.
Resoluções
Decidi que vou encontrar alguém em 2006. Já recebi não sei quantos e-mails de ex-divorciadas com filhos que se casaram, ou namoram, ou juntaram, ou sei lá, de novo.
Bom, se as meninas querem que a mãe namore de novo (e não precisa ser o pai delas, graças), quem sou eu pra discordar?
Bom, se as meninas querem que a mãe namore de novo (e não precisa ser o pai delas, graças), quem sou eu pra discordar?
Off juvenil
Do Blue Bus: Howard Stapleton, morador de Barry, no País de Gales, inventou um repelente de adolescentes. Batizou sua criaçao de Mosquito (pequeno e irritante). É uma caixa, com um pequeno alto-falante, que emite um som em alta frequência. É ouvido por quem tem menos de 20, mas dificilmente é percebido por quem tem mais de 30. O público-alvo do equipamento são lojistas interessados em afastar turmas de adolescentes que se reúnem nas calçadas, diante das lojas, perturbando clientes e vendas.
Você sabe que está ficando velha e rabugenta quando quer ver um desse em cada canto da cidade...
Você sabe que está ficando velha e rabugenta quando quer ver um desse em cada canto da cidade...
Desaparecidos
Não venho aqui há tanto tempo que esqueci a senha do blogger. Digitei um monte até conseguir entrar.
Que isso não se repita, hein? :o)
Que isso não se repita, hein? :o)
sexta-feira, novembro 11, 2005
Eu confesso que...
... entro em lojas de produtos naturais, que vendem grãos naqueles sacos imensos de juta, só para enterrar meu braço até o cotovelo em feijão, lentilha ou arroz - lentilhas e arroz são deliciosamente friozinhos!
É tara, mesmo. Incurável.
É tara, mesmo. Incurável.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Palavras sobre o nada
Häagen Dazs não quer dizer nada. Foi criado em Nova York pela família Mattus para soar como algo dinamarquês.
Kodak não quer dizer nada. É um nome que pode ser dito claramente em qualquer língua.
Kangoo não quer dizer nada. Foi um computador que misturou letras e criou o nome do carro da Renault.
E depois tem gente que acha esquisito quando, no IMDB, encontra páginas em klingon.
Kodak não quer dizer nada. É um nome que pode ser dito claramente em qualquer língua.
Kangoo não quer dizer nada. Foi um computador que misturou letras e criou o nome do carro da Renault.
E depois tem gente que acha esquisito quando, no IMDB, encontra páginas em klingon.
terça-feira, novembro 08, 2005
Morte cerebral
Estou viciada em palavras cruzadas. Não consigo parar de jogar. Comprei das mais simples às mais difíceis - isso porque as meninas reclamaram que eu não deixava nenhuma das duas jogar no computador, e o CD-ROM é delas.
As curvas do meu cérebro estão sumindo. Pra trabalhar aqui, só fazendo chapinha japonesa mental. Não sei se vou sobreviver a isso.
As curvas do meu cérebro estão sumindo. Pra trabalhar aqui, só fazendo chapinha japonesa mental. Não sei se vou sobreviver a isso.
sábado, novembro 05, 2005
Você achou?
Lendo o que escrevi em posts muito antigos, sinto falta daquela Suzana que tinha tempo e disposição para olhar pela janela do ônibus.
Eu a perdi em algum ponto da estrada. Estou sentindo saudades dela.
Acho que vou voltar no caminho para ver se consigo encontrá-la. Está fazendo uma baita falta por aqui.
Eu a perdi em algum ponto da estrada. Estou sentindo saudades dela.
Acho que vou voltar no caminho para ver se consigo encontrá-la. Está fazendo uma baita falta por aqui.
50%


Tenho me perguntando insistentemente nos últimos tempos se é possível amar alguém sem sentir paixão. Ou o que é melhor: viver uma paixão que se apresenta e que, com certeza, não tem futuro, ou ficar com o amor que será para sempre, mas eternamente sem paixão?
O que é melhor? Não sei. Estou naquela fase da vida em que a pergunta não é essa, e sim "O que dói menos?"
Franjas do destino
Isso é uma brincadeira que aprendi com ela. Digite "seu nome + needs", assim mesmo, entre aspas, na caixa de busca do Google e anote os 10 primeiros resultados.
Com "Suzana precisa", achei só duas coisas:
Suzana precisa de você!
Suzana precisa é enfrentar a si mesma, desligar o computador e sair a campo para descobrir temores e limitações ao vivo e a cores.
E depois tem gente que ri quando alguém diz que o Google é o oráculo dos tempos modernos... :o)
Com "Suzana precisa", achei só duas coisas:
Suzana precisa de você!
Suzana precisa é enfrentar a si mesma, desligar o computador e sair a campo para descobrir temores e limitações ao vivo e a cores.
E depois tem gente que ri quando alguém diz que o Google é o oráculo dos tempos modernos... :o)
À beira do poço


A pior coisa que se pode experimentar é a insatisfação. Sentimento que tenho à exaustão esses últimos meses.
Sim, estou no emprego errado. E provavelmente muita coisa anda errada na minha vida, mas mudar como? Pedindo demissão e vivendo de seguro-desemprego (e por quatro meses, somente)? E para quê?
Ontem a diretora do escritório me chamou (e eu fiquei boba, porque não entendi o porquê) para uma reunião via telefone com a nossa matriz em Chicago e mais o vice-presidente de uma empresa que começou contrato conosco na segunda passada. Fiquei ouvindo (dizer o quê?) e, terminada a reunião, recebi um calhamaço de informações confidenciais sobre os planos da empresa pelos próximos dois anos (incluindo fechamento e abertura de unidades, no Brasil e no mundo).
Sinto falta dos meus livros. Sinto falta de ficar hora e meia conversando fiado e literatura por telefone com autores e jornalistas de cultura. Sinto falta de fuçar livrarias, sebos, as estantes de escritores. Sinto falta.
Mesmo ganhando mais, o salário não compensa. Não paga essa paralisia mental que anda me atormentando e que me faz ler as revistas semanais de trás para a frente. Que me fez chorar durante o trajeto de volta do Riocentro, porque eu havia estado lá não por causa de uma bienal, mas em razão de uma feira de turismo.
Sempre achei que trabalharia em qualquer coisa e tiraria prazer de todo emprego em que eu estivesse.
Erro meu.
...
Levo as meninas para a escola às 7h, todos os dias. E vejo que tem gente bebendo a essa hora da manhã. Não digo os rotulados pinguços, que viram cachaça e conhaque vagabundo nem bem acordam. Falo da cerveja como café da manhã.
Sinto um desprezo sem tamanho, que Deus me perdoe.
Odeio gente bêbada.
Sinto um desprezo sem tamanho, que Deus me perdoe.
Odeio gente bêbada.
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